solvente

 

em cada grão de poeira,
depositado nas palavras fugidias
de uma história insolvente,
há um alerta de sobressalto
que sobrevém sem termo
às manhãs que já passaram,
às tardes que são memórias,
às noites que são trevas.
nunca deixei de ser a sede
que o imposto me seca
nas mãos vazias e despidas,
até da pobreza de um sonho,
que ainda assim o anunciam.

 

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paralelo, o início

 

deste lado também existe um paralelo,
com linhas que desfiguram a paisagem,
onde qualquer pessoa pode começar,
hoje.
o tempo nunca há-de entender
o sofrimento ameno das dores de parto
ou das dores da partida
nas dores do amor.

 

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