desfile de naturalidades

 
o céu enche-se de mar e maresia
na linha do perfeito horizonte, tão próximo;
o mar procura beijar as raízes das árvores
e enche-se de razões de sal e de sons antigos;
as árvores enchem-se de folhas distantes,
mas que não se sentem sós, e fogem do mar;
as folhas enchem-se de letras estranhas,
de várias cores, tamanhos e formas;
as letras vão caindo, caladas, sobre o chão,
formando pequenos grupos de manifestação;
o chão procura ser o substrato potenciador
de vida, o rumo certo, mas dorme, sob o céu…
eu encho-me de céu, de mar, de árvores, de folhas,
de letras, de chão, de céu… e de intervalos!
no intervalo, escrevo poemas com o que resta
e, por vezes, resto apenas eu!

 

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